segunda-feira, 22 de outubro de 2007

A morte

Eu sei que a morte nada mais é do que o contraponto da vida, seu oposto complementar. Que para haver vida, é preciso que haja a motre. Mas putaqueopariu, precisa ser um processo que dói tanto?
Sexta-feira perdi minha avó. E com ela as minhas referências. Éramos tão parecidas que uma amiga da época da faculdade me disse que achava que eu era adotada, até conhecer a dona Penha, rs.
Eu sei que a minha velhinha estava sofrendo, com as complicações da diabetes, que para ela a morte foi o que o que os cristão chamam de descanso. Mas porra, eu sou egoísta sim, reconheço, e me sinto sem chão desde que o maldito telefone tocou e a minha tia disse que ela tinha acabado de morrer.
Assim, só me resta pedir a Anúbis que a conduza sã e salva até a porta do tribunal de Osiris, na certeza de que seu coração se igualará à pena de Maat. E que justificada e tornada um nefer, ela possa curtir a eternidade na barca solar.
Vó Penha, eu te amo nessa vida e em quantas mais eu tiver!!!!!!!!!!

domingo, 7 de outubro de 2007

Mais music and me

Existem flmes que se não tivessem existido, precisariam ser rodados. Moulin Rouge é um deles. E, dentro do filme, a cena de Satine cantando One Day I'll Fly Away é a mais bela do filme. Hoje, essa canção é minha

I follow the night
Eu sigo a noite
Can't stand the light
Não posso suportar a luz
When will I begin to live again
Quando eu começarei a viver de novo?
One day I'll fly away
Um dia voarei pra longe
Leave all this to yesterday
Deixarei tudo isso para ontem
What more could your love do for me
O que mais seu amor poderia fazer por mim?
When will love be through with me
Quando o amor será generoso comigo?
Why live life from dream to dream
Porque viver a vida de sonhos
And dread the day when dreaming ends
E temer o dia quando o sonho acaba?
One day I'll fly away
Um dia voarei pra longe
Leave all this to yesterday
Deixarei tudo isso para ontem
Why live life from dream to dream
Porque viver a vida de sonhos em sonhos
And dread the day when dreaming ends
E temer o dia quando o sonho acaba?
One day I'll fly away
Um dia voarei pra longe
Fly fly away...
Voarei, voarei pra longe...


Sim, um dia eu voarei para longe. E que este dia não demore muito a chegar.

Essa não é a exata cena do filme, mas a montagem ficou ótima:
http://www.youtube.com/watch?v=YsdqqqMKkT4&mode=related&search=

Music and me

Foi escrito há trocentos anos... incrível como está atual

Acredito que uma das funções da música é permitir que cantemos algo que gostaríamos de falar, mas não conseguimos encontrar as palavras exatas e o momento certo, ou simplesmente por não termos coragem. Nem sempre será a música inteira. às vezes basta um trecho da canção para personificar aquilo que sentimos. Hoje, tavez essa fosse a trilha sonora da minha vida.
Com certeza ela começaria por Renato Russo:
"Sempre precisei de um pouco de atenção
Acho que não sei quem sou
Só sei do que não gosto
E destes dias tão estranhos
Fica poeira se escondendo pelos cantos"
Talvez seguisse por Gonzaguinha:
"Quando eu soltar a minha voz
por favor entenda
que palavra por palavra
eis aqui uma pessoa
se entregando...
coração na boca
peito aberto
vou sangrando
São as lutas dessa nossa vida
que eu estou cantando".
Mas eu jamais deixaria os Beatles de fora...
"Many times I've been alone
and many times I've cried
Anyway, You'll never know
the many wais I've tried
But still they lead me back
To the long and winding road"
E certamente terminaria com Kiko Zambianchi
"Se um dia eu pudesse ver
Meu passado inteiro
E fizesse parar de chover
Nos primeiros erros
O meu corpo viraria sol
Minha mente viraria
Mas, só chove e chove"
Chove e chove.....

Da série "eu queria ter escrito isso"

Sorri quando a dor te torturar
e a saudade atormentar
Os teus dias tristonhos, vazios
Sorri quanto tudo terminar
quando nada mais restar
Do teu sonho encantador
sorri... amor
Quando o sol perder a luz
e sentires uma cruz
Nos teus ombros
cansados, doridos
Sorri vai mentindo a tua dor
e ao notar que tu sorris
Todo mundo irá supor que és feliz
Sorri vai mentindo a tua dor
E ao notar que tu sorris
todo mundo irá supor
Que és feliz

Velocidade

"Onde a máquina me leva não há nada. Horizonte e fonteiras são iguais". Curioso esses versos não sairem da minha mente desde cedo. Será que realmente não há nada, não há sonho, não há onde ir? Eu me recuso a crer que não haja um lugar onde eu me encontre, mas a cada dia que passo em meio à rotina sufocante, sinto que a esperança morre um pouco mais.
Cada minuto que passa, aumenta a minha vontade de pegar a estrada, acelerar a 120, 130, 150km por hora, ver as luzes passando velozes por mim à medida que me distancio da mediocridade dos dias que se sucedem sem motivo, sem objetivos, sem mudanças.
Mudança... eis a palavra-chave que me move, que brilha a frente de meus olhos, eis o que almejo. Mudar!!!! Mudar de casa, de trabalho, de lugar, de mim...
Mudar... descobrir o que quero, o que me move, os porquês que me levaram ao que sou (ou deixo de ser) hoje. Descobrir, quem sabe, a minha vontade. E finalmente deixar de ser.


Réquiem

Meu desejo é chegar ao Hades.
Entregarei a Caronte o óbulo de minha passagem e poderei enfim ver frente à frente a face doce de Perséfone, que me sorri e diz-me que sou bem-vinda. Anseio pelas águas do Letes, que sorvidas com sofreguidão, dar-me-ão o doce esquecimento.

Desejo a paz dos Campos Elísios, onde tudo e nada não se diferem, onde sentir e não sentir são apenas duas faces da mesma moeda, onde presente, passado e futuro se misturam em caleidoscópio que não permite diferenciar o que foi e o que poderia ter sido.
Anseio por Anúbis, que delicadamente ensinar-me-á o caminho. Trarei em minha língua os nomes sagrados que me permitirão chegar ao meu julgamento e recitarei a Maat as 42 confissões negativas que me justificarão junto a Osiris.
Direi que meu coração agora sim é leve e que deixei atribulações onde elas devem ficar: em um outro mundo.
Sentar-me-ei entre as estrelas do corpo de Nuit e deixar-me-ei ficar em meio às bem-aventuranças, esquecida da dor e da ânsia, das palavras e do silêncio, da presença e, ainda, da ausência.
E, enfim, deixarei que de mim digam: finalmente descansa em paz.

sábado, 21 de julho de 2007

Da série "Spoiler de HP"

Portanto, se você não quer saber o que acontece no livro 7, não leia:

SPOILER

Mas que lôra britânica mais filha de uma p**a. Inocentar o Snape DEPOIS que ele morre? Grande merda. Depois dessa, dá vontade boicotar o livro sete, o filme seis e sete e ainda mandar um avada kedavra em cima da inglesinha killer de personagens que eu amo.

Poema

Dizem as más línguas, opsss, os spoileres, que esse poema faz parte do livro 7 da série Harry Poter.
Se é verdade eu não sei, mas ele é lindo

Aqueles que amam além do mundo não podem ser separados por este.
A morte não pode matar o que nunca morreu.
Espíritos não podem ser divididos, pois amor e vida são do mesmo principio divino;
a raiz e o registro de suas amizades.
Se a falta não for da morte, também não é deles.
Neste vidro divino, eles vêem cara a cara, e sua conversão é livre, assim como pura.
Este é o conforto de amigos, que embora eles morram, sua amizade e sociedade serão, no melhor sentido, sempre presente, porque é imortal.

William Penn

quinta-feira, 12 de julho de 2007

Da série "Como assim, Bial?"

Confesso, nunca primei pela paciência. Mas certas pessoas pedem uma resposta no mínimo sarcástica. Para sorte da atentende, ela pegou a minha amiga Clau Snape, e não a mim.
Tudo começou no último sábado, quando a maníaca, opssss, fã de Harry Potter foi até o Cinemax pedir informações sobre a venda antecipada de ingressos. Eis que rolou o diálogo que se segue:
Clau: Boa tarde, eu gostaria de informações sobre o filme novo do Harry Potter. Vai ter venda antecipada de ingressos?
Atendente: Sim, começamos amanhã, para a sessão de sexta-feira (dia 13, detalhe).
C: não seria para quarta-feira (dia 11) não?
A: Não, para sexta.
Apontado para um banner enorme que anunciava a estréia na quarta-feira, dia 11, Clauzinha emenda.
C: Mais ali diz quarta-feira.
A: Ahhhh, mas é que na quarta-feira será a estréia mundial...

Como assim, Bial? No tempo que eu sabia Geografia, o Brasil ficava no mundo. Tempos mudados, tempos muito mudados...

sexta-feira, 11 de maio de 2007

Pode parecer brega...

... mas Roberto Carlos sempre acerta no alvo:

La festa appena cominciata è giá finita
IL cielo non è piu con noi
IL nostro amore era l'invida di chi è solo
La mia ricchezza la tua allegria
Perché giurare che sarà l’ultima volta
IL cuore non ti crederà
Qualcuno ti darà la mano
E com un bacio un’altra storia nascerà
E tu, tu mi dirai
Che sei felice come non sei stata mai
E a un’altra io dirò
Le cose che dicevo a te
Ma oggi devo dire che ti voglio bene
Per questo canto e canto te
La solitudine che tu mi hai regalato
Io la coltivo come um fiore
Ma oggi devo dire che ti voglio bene
Per questo canto e canto te
La solitudine che tu mi hai regalato
Io la coltivo come un fiore

Enfim, as poções


Finalmente a senhorita Sandy honra o nome da família e aprende a fazer poções. Demorou para eu chegar ao nível que permitia que eu aprendesse as danadinhas, mas isso não importa (Meu mor e noivo SAG diz que eu cheguei bem rápido ao nível 60... mas isso só foi possível com a ajuda dele, obviamente). O importante é que titio Severus Snape já mandou uma coruja com um pergaminho elogioso (e cheio de orgulho) e um conjunto completo de instrumentos para poções. A dúvida é se eu conto para ele que em tempos modernos, bastam alguns cliques no mouse e elas ficam prontas em microssegundos. Melhor não arriscar, ou ele lembra que eu faço parte da ala trouxa da família.

PS: Deve haver algo de anormal na mente de uma pessoa que não satisfeita em UM universo virtual, ainda se mete em OUTRO. E ainda mistura os dois. Mas, tô nem aí. O importante é que eu me divirto horrores em ambos.

domingo, 29 de abril de 2007

Desejos

... para hoje:
Um quarto escuro
Uma ilha deserta
Não pensar
Não sentir
Todos ao mesmo tempo, agora.

quinta-feira, 26 de abril de 2007

Estréia no clã


Hoje foi a primeira party da Sandy Snape com o clã. Como não poderia deixar de ser, a player estava nervosa a não mais poder e ainda chegou fazendo "caquinha". Mas no final, parece, tudo deu certo. Como a foto prova, o SAG estava lá, juntinho dela, para dar proteção e apoio moral (e algumas broncas quando necessário). Na avaliação geral, Sandy levou nota oito, considerando-se o tempo de jogo da player (que depois de superar o nervosismo e o medo de fazer besteira, se divertiu horrores). Ah, e ainda deu tempo de aprender novas skills. Me aguardem!!!!!!

terça-feira, 24 de abril de 2007

Coisas que a SandySSnape ama


Quando eu upo um nível sem ajuda. Pena que o sistema travou depois, eu morri, voltei para lvl 49 e ainda perdi o anel que o SAG me deu (esquece, isso me deixa irritada)

Coisas que a SandySSnape odeia

Quando tem um babaca no PVP e ele me mata sem o menor motivo.
Quando o sistema trava e, depois que ele volta, eu vejo que dois mobs me mataram.
Quando o sistema trava, um mob me mata e eu perco uma jóia que o SAG me deu (essa me deixa realmente furiosa).

Coisas que eu não recomendo

Tomar quase dois litros de coca-cola enquanto fica jogando. Aquela coisa não te deixa dormir depois. Putz, que sono...

Senhoras e senhores, parte III


Aqui, o casal 20 em ação. SAG matando bichinhos e a Sandy impedindo (tá, confesso, a expressão "tentando impedir" chega mais perto da verdade) que os bichinhos matem ele.

Senhoras e senhores, parte II


E como fundamental é mesmo o amor, é impossível ser feliz sozinho (já dizia o poeta), mesmo no mundo virtual. Isso quer dizer que a Sandy Snape namora com o SAG. Vai dizer que não é um casal mais-do-que-perfeito?
Além de mandar bem no jogo, ele ainda é um verdadeiro nobre, pois defende a Sandy e a ressuscita toda vez que a anta aqui dá bobeira e deixa o personagem morrer. Somos (eu e o alter-ego) garotas de muita sorte.

Senhoras e senhores...


... eis aqui meu novo alter-ego.
Sandy S Snape, uma elfa negra que anda brincando lá prás bandas de LineageII.
Ah, sim, aquele joguinho de computador, onde as pessoas passam hoooooorrrraaaaasssss on line, brincando. Sei, achou que eu não tenho mais idade prá isso? E daí, "tô nem aí", o que importa é que eu gostei da novidade e estou me divertindo horrores com ela (gargalhadas).
PS: Ah, mais uma prova de que eu sou infantil (ou insana, escolham). O Snape do sobrenome é uma referência ao professor Severus Snape, da série Harry Potter

sexta-feira, 20 de abril de 2007

Resumo das férias

Os melhores 30 dias dos últimos dez anos.

Eu vi gnomos


Para quem não sabe, Leprechauns são gnomos que gostam de enganar as pessoas, dando ouro falso a elas, segundo o folclore irlandês (para quem tem mais de 30, basta lembrar dos desenhos do Pica Pau e vai saber do que eu estou falando).
Pois é. Eu vi um deles. Eu juro que vi. Em pleno Domingo de Páscoa, no meio de uma tarde de sol quente, no cruzamento da avenida N.Srª de Copacabana com a Rodolfo Dantas. E para provar que eu não tô mentindo (e nem tinha bebido, rsrsrs), eis a imagem da "figura".
Foto: PJota

Aventura no palco, parte II

Whorkshop de dança do ventre; x reais
Roupa e véu: y reais
A reação dele não tem preço
(gargalhadas)

Aventura no palco


Quem diria que um dia eu iria "subir no palco" para uma apresentação de dança do ventre. A sensação é indescritível, rs. Mas uma coisa eu recomendo: toda mulher deveria aprender essa dança sagrada. Faz bem ao corpo e à alma.
Foto: Prof. Julio Gralha

Três coisas que eu adoro


Duas delas são a paisagem do Rio de Janeiro ao fundo e a lua cheia aparecendo no céu enquanto ainda é dia. A terceira está em primeiro plano e eu nem preciso descrever, rs.

Antes tarde..;.

... do que mais tarde.
A Justiça italiana concluiu que o imbecil do Patrick Head, que era diretor técnico da Willians e hoje é um dos sócios da escuderia, foi o responsável pela lambança que provocou o acidente que matou o Ayrton, em 1994. Além de processar Head, por homicídio culposo, a Justiça italiana meteu no mesmo balaio de gato Frank Williams, dono da equipe, e outras dez pessoas. Todas consideradas culpadas.
O imbecil supra-citado, segundo a decisão, foi "negligente e imprudente" ao fazer "modificações mal desenhadas e mal executadas" no carro de Senna.
Seria o céu para os fãs de Senna, que até hoje não se conformam com o acidente e a morte do piloto, SE o crime já não estivesse prescrito há três anos. A nós, fãs que até hoje não se conformam com a morte de Ayrton, resta lamentar que a Justiça italiana seja tão lenta quanto a brasileira.

segunda-feira, 26 de março de 2007

Definitivamente

Celebrar um ritual em grupo tem uma força indescritível.
Doar a própria energia ao círculo e, em troca, receber as energias dos demais é uma sensação que sempre me emociona e que ontem me levou às lágrimas mais uma vez.
Não há tempo, urgência, dor no joelho, sensações incômodas ou outros males, que consigam resistir à criação de um círculo mágico e à energia de celebrar com os deuses o giro de mais uma trava da Roda do Ano.
Feliz Mabon!!!!
Que a colheita seja farta e abençoada, que os frutos sejam fortes e doces. E que se forem amargos, que possamos aprender com esse amargor.
E que Eles nos acompanhem e ensinem em mais esse percurso do caminho que nos leva ao conhecimento e à completude.

Felicidade

Como dizia meu professor Francisco Grijó:
"Não é preciso ter motivos palpáveis para estar feliz. Basta estar feliz".

quinta-feira, 15 de março de 2007

Constatação II

A publicidade, definitivamente, nos mostra verdades importantes.
Essa é uma delas:
"Certas coisas não têm preço"

Constatação I

O Rio de Janeiro continua lindo
(e não, eu não vou explicar)

quinta-feira, 8 de março de 2007

Corrigindo Saint Exuperry

Na verdade, a Raposa errou feio.
O correto seria dizer:
- Tu te tornas responsável por todas as vezes que se deixa cativar.
Ser cativado, no fundo, é igual a teoria da comunicação: "uma mensagem que depende da interação entre emissor e receptor. O entedimento depende de que ambos falem o mesmo idioma".
E isso é algo que não pode ser esquecido...

segunda-feira, 5 de março de 2007

Colheita

Hoje eu andei refletindo: Mabon está se aproximando. É a época da última colheita, quando a terra dá-nos seus últimos frutos antes de se recolher ao inverno. Frutos de tudo aquilo que plantamos. Nem mais e nem menos. Não há colheita sem semente... Nem há broto diverso daquele que plantamos. A agricultura é sábia: quem planta sorgo não há de colher milho.
E eu parei para pensar no tipo de semente que eu andei plantando nos últimos tempos, nas útimas rodas. Reconheci que o tempo dos deuses não é o mesmo tempo em que eu vivo. Não posso querer que o desenvolvimento dessas sementes seja tão rápido quando eu desejaria. Planta acelerada não tem fruto com um sabor agradável. Elas até brotam, mas são plantas fracas, não sobrevivem, não saciam.
Ao pensar na questão do tempo, passei a refletir sobre outra questão... quando é que colhemos nossos frutos. Porque, por mais que pensemos em ciclos de um ano, por mais que os sabás girem em torno de uma roda conhecida como Roda do Ano, quem nos garante que a colheita de hoje é um reflexo do que plantamos há 365 dias?
Existem sementes que demoram a brotar. Eu mesma tenho uma jabuticabeira no meu quintal que levou dez anos até dar a primeira florada. Somente com muita paciência, e às vezes esquecendo da semeadura, é que encontramos de repente o seu resultado. Muitas vezes quando nem ao menos pensamos que ele um dia vai chegar.
Acho que são esses os frutos mais doces... aqueles que botam quando achamos que a semente sequer germinou. São árvores perenes, com raízes profundas e fortes, capazes de suportar as intempéries: a seca, o vento, a chuva em excesso, o solo não propício. São árvores que nos mostram que vale a pena plantar...
Mabon está chegando... que eu saiba reconhecer o bom fruto. E dele recolher a melhor semente, para replantá-la na minha seara. Que eu possa identificar a planta boa, que eu possa adubá-la e dela cuidar, para que ela cresca forte e frutifique cada vez mais. E que os Deuses, em sua infinita sabedoria, protejam esse plantio.

Vai fazer falta não?

Hoje cumpri o ritual de todos os anos: mandei minha declaração de Imposto de Renda para a Receita Federal. Que me informa que a minha restituição será de X reais e UM centavo...
Vem cá, esse um centavo não vai fazer falta não?
Tem certeza?

sábado, 3 de março de 2007

Mesmo assim

Ainda que o desejo
por aventuras me chamasse
que buscasse sonhos sempre inatingíveis
que me perdesse
entre civilizações antigas
ou na descoberta de novas cidades
Ainda que me cegasse
o desafio de atravessar os mares
ou de vencer os limites dos ares
Ainda que precisasse
enfrentar as mais altas montanhas
ou atravessar o mais misterioso dos vales
Ainda que fosse necessário
padecer pelo calor do deserto
ou tremer pela mais fria das geleiras
Ainda que vivesse na glória da conquista
ou morresse no calor da derrota
Bastava um chamado seu
um sussurro da sua voz
para me trazer de volta à vida
e me fazer voltar correndo
para a felicidade
para o aconchego
para o carinho
que eu só sinto
quando estou nos braços seus...

Esse poema foi escrito em 19/dez/2001. Eu sei porque o original está datado, como tudo o que eu escrevo. Engraçado isso, pois somente agora tudo o que ele diz se tornou verdadeiramente real.

Eclipse


Eu lhe honro, Ó Senhora, em todas as suas faces.
Foto às 19h19

Eclipse

Eu sinto falta de estar com a minha Pentax manual 100% em atividade e também de um filme com 400 asa. Mas, na medida do possível, essa foto mostra o início do eclipse de hoje. Foi tirada às 18h56.

Meu agradecimento eterno

a Alexander Graham Bell.
O cara que inventou o telefone merece ser adorado por legiões de pessoas com saudades parcialmente matadas.

Pablo Neruda

Soneto XXIII

"Saberás que te amo e que não te amo,
Posto que de dois modos é a vida.
A palavra é uma asa do silêncio,
O fogo tem uma metade de frio.

Eu te amo para começar a amar-te,
Para recomeçar o infinito
E para não deixar de amar-te nunca:
Por isso não te amo todavia.

Te amo e não te amo como se tivesse
Em minhas mãos as chaves da fortuna
E um incerto destino desditoso.
Meu amor tem duas vidas
Para amar-te
Por isso, te amo quando não te amo
E te amo quando te amo."

Constatação

"Às vezes um olhar é tão profundo, que por si só diz mais do que todas as palavras serão capazes de um dia expressar"

Plantão Sombra e Escuridão

Hoje tem eclipse lunar.
Se eu conseguir boas fotos, eu posto

Profissão repórter


Olha a cara da pessoa indo de Vitória para Ponto Belo... Eita sono!
Crédito da foto: Gabriel Lordêllo/AG

De tirar o fôlego I


De um lado o sol nascendo. De outro, a imagem da praia sob chuva. Fica difícil escolher entre as duas, rs

De tirar o fôlego


Não há mau-humor, sono ou cansaço que possam resistir a uma imagem do sol nascendo sobre o mar em um novo dia. Eu não sei como consegui fazer uma foto tão bonita, sentindo tanto sono, mas o quadro era tão impressionante, que mesmo de olhos fechados eu faria uma boa imagem, rs. Nascer do sol em Manguinhos, Serra, captado durante a ida para Ponto Belo, na última quarta-feira. E, só para contrariar meu momento Cartier Bressant, assim que eu fiz essa foto, caiu um temporal, rs.

Enfim, férias

Chegou o dia mais esperado do ano, depois do 7 de novembro.
Trinta belos dias para fazer o que der vontade, na hora em que der vontade.

sexta-feira, 2 de março de 2007

Viagem

Atire a primeira pauta o repórter que nunca pensou: até onde o jornalismo vai me levar? Pois é, na quarta-feira ele me levou a Ponto Belo. Um município no Noroeste do Espírito Santo, a exatos quase 349 km de distância de Vitória (ou cinco horas de carro, o que for mais fácil imaginar), a um passo da divisa com a Bahia. O local é uma típica cidade do interior, com sua beleza simples e receptividade à moda antiga. Mas mesmo assim a sua população sofre com a sensação de insegurança. E aí eu penso: será que nunca mais iremos perder o medo da violência?

Coisas das quais eu sinto falta I

Motor Zetec Rocan 1.8
O bichinho era malcriado... bastava eu pisar que ele respondia. Tudo bem, eu estava de saco cheio do Escort branco, e troquei de carro feliz da vida, mas eu sinto falta daquele motorzão.
Ah!!!!! Quer saber qual é a coisa de que eu sinto falta marco zero? Ahhhh, não conto, não conto, não conto!!!!!!!!! (modo bruxa má on)

quarta-feira, 28 de fevereiro de 2007

Visual Férias 2007 - I


Legenda no post abaixo

Visual Férias 2007

Ou da série: porque o vidro de tinta é uma caixinha de surpresas
Eu juro que comprei castanho acobreado. Mas então porque será que virou ruivo? Um pouco mais berrante e eu podia assinar Sandy Weasley
(sim, Harry Potter)
Crédito da foto: Edson Chagas/AG (Ninguém mandou as outras fotos terem ficado boas, rs)

terça-feira, 27 de fevereiro de 2007

Um dos motivos de porque a Ana Paula é 10

Porque só uma pessoa muito dez (troféu joinha) para escrever uma coisa assim:

"Me interesso pelos que são publicamente ridículos e fundamentalmente pelos que são honestamente escrotos. Pelos que falam na cara e esfaqueiam no peito. Nunca nas costas.
Me interesso pelos fortes, que não se escondem sob os móveis a roer sua inveja como restos"

Modo FÃ on...

Receita de longevidade

Chan Chi, um simpático e lúcido senhor de 107 anos morador de um vilarejo de Hong Kong, atribuiu sua longevidade ao celibato. Ele afirma que não faz sexo desde os 30 anos de idade, quando sua noiva morreu durante a invasão japonesa na Segunda Guerra Mundial.
Claro que isso não é tudo. Ex-chef de cozinha, Chan tem uma dieta equilibrada, com pouca gordura e faz exercícios leves para se manter em forma. Em entrevista à agência de notícias Reuters, Chan disse que não foi difícil ficar tanto tempo sem sexo. Para ele, duro mesmo é largar o cigarro, seu único vício.
Sinceramente? Será que vale à pena chegar aos 107?

segunda-feira, 26 de fevereiro de 2007

Deu na coluna do Góes hoje

O tal Celso Barros, presidente da Unimed-Rio, já está inventando moda de trazer Romário de volta para o Fluminense, para o babaca fazer o milésimo gol. Deve ser idéia de jerico. Pqp, e todos os outros palavrões possíveis e impublicáveis. Se esse Celso Barros gosta tanto assim do Romário, porque não monta um time para ele e contrata o cara e deixa o meu Flu em paz. Que saco!!!!!!!!!!

domingo, 25 de fevereiro de 2007

Dúvida cruel

Qual é a abrangência do consentimento da vítima em termos de atenuante?
(péssimas idéias mentais)

Quer saber no que eu estava pensando?


não conto nem sob tortura...
Lughnasadh 4 x 0 Cupido
Credito da foto: Edson Chagas/AG

Saudades da Lôra


Só mesmo a Andressa (de rosa) para juntar todo mundo da editoria em uma foto. Como num tiime de futebol, rs, em pé: Cintia (minha chefe poder e maravilhosa), Cidoca (indispensável), eu, Ademar, Andrea, Elaine, Elis e Bebel (mais conhecida como Claudia Feliz). Abaixados: Maurilio (mais conhecido como MauMau), Joviana (minha comadre lindona), Andressa (saudades de você, perua), Lu Raymundo (tudo de bom no mundo) e Michelly.
Crédito da foto: Carlos Alberto da Silva/AG

Depois a torcida rival reclama

... quando a gente canta "camisa feia, cheia de listra, todo viado que eu conheço é flamenguista!". Mas o que é aquele cabelo newpunk do Léo Moura? Na minha terra se chama, ah, deixa prá lá...

E eu só vi esse detalhe agora


Mas olha só a pose do gatinho, nem um pouco se importando com o leão da estátua?

E por falar em Rio

... faltam apenas 15 dias.
Será que eles demoram muito a passar?

Um lugar onde eu ainda vou voltar


CAPRI
Sem dúvida o imperador Octavio Augustus sabia o que fazia quando ia para a ilha no verão romano (sim, a foto também é da fase morena. Mas como diz Paulinho da Viola... foi um rio que passou em minha vida)

Tá vendo a luz?


É a única forma de entrar em uma formação rochosa na Ilha de Capri, chamada Gruta Azzurra. A gruta fica em uma falésia, por onde só se entra de catraia, em condições especiais de maré. Mas vale o sacrifício... a cor azul do mar lá dentro compensa qualquer medo de bater a cabeça na rocha quando o barquinho avança, rs.

Um lugar onde eu vou morar


... assim que ganhar na MegaSena: Lucerna, a cidade dos lagos. Fica a pouca distância de Zurich e é um dos lugares mais lindos que eu já conheci. (Sim, sou eu em versão morena. Mas isso já é passado, hehehehe)

sábado, 24 de fevereiro de 2007

Há algo de magia quando duas bocas se unem
o sabor que se pressentia
a voracidade aliada à delicadeza
tão opostos, tão iguais
tão divididos e tão inteiros
Há algo de doce quando braços se envolvem
corpos se tocam
peles se acariciam
desejos se confrontam
Há algo de eterno quando olhos se fitam
e quando a emoção neles transbordam
trazendo uma sensaçao de eternidade
para um momento que dura por apenas um segundo
Há algo de pureza em meio
à fome com que as mãos se buscam
no desejo (in)satisfeito
na vontade de se ter mais
mais até do que se devia
na esperança de eternidade
de um momento apenas fugaz
casual?
Há um momento de (re)encontro
de sensação de lar
das mãos entrelaçadas
no silêncio que não dói
Mas há um sentimento de dor
de amargo
de solidão
Ao pensar que é hora de acordar
e ver que tudo não passou de um sonho
e que na verdade, não estás aqui

Insanidades

Algumas vezes eu penso
Algumas vezes eu sonho
Sonho em partir
em sumir sem deixar rastros
em viver sem as amarras
em somente estar em algum lugar
Algumas vezes me vem o desejo
de voar por aí
sem rumo, sem destino
sem pensar ao certo onde vou pousar
"one day i'll fly away"
já diz a canção...
Algumas vezes me vem a vontade
de partir, sem saber para onde
sem pouso certo
sem vontade de chegar
As vezes me desperta o desejo
de abrir as asas e voar para longe
para qualquer lugar
que seja onde o meu amor estará

Coisas que eu amo IV

Quando o dono da oficina trabalha em um sábado de manhã e acerta meu carro. Será que isso é porque tem bruxas no Mègane inteirinho e ele tem medo? kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

sexta-feira, 23 de fevereiro de 2007

Mais uma de Geraldo Azevedo

que realmente me faz pensar (sentir?)

Coqueiros

Por entre as palmas desse lugar
Por coqueiros de beira mar
Beira os olhos do meu amor
Buscando os meus, vento a soprar
Quero as águas verdes
E quero enfim
Ser maior do que esse mar
Que avança sobre mim
Sobre a areia quero amar
Mas vou te dizer amor, mulher
Na paisagem do teu corpo
Vou deixar meu sorriso
Entre cirandas e cirandar
A cidade Recife, o sal
Do mar que derramei, chorei
Quando deixei tudo por lá
Entre pedras, ruas
Só, meu amor
Entre a gente que falava de mim
Que parti
E hoje aqui quis me lembrar
Vendo as praias tão sem cor, enfim
Sem as palmas dos coqueiros
Meu amor, eu me lembro

Geraldo Azevedo compôs a única declaração de amor verdadeira que eu conheço

... ele não promete nada que não possa efetivamente dar.
nem o sol, nem a chuva
Se eles não puderem/quiserem aparecer.
No fundo, isso é verdade.
Por mais que se ame
Não podemos prometer aquilo que não podemos dar.
Nem o sol, nem a chuva
Nem o tempo, nem a vida
Por mais que a vida se queira dar...
E é por isso que eu invoco o mestre Vinícius,
que também só prometeu
em suas palavras
aquilo que efetivamente podia:
ser infinito enquanto durar.
mas meu desejo
é que sempre seja um

Dia Branco

Se você vier
pro que der e vier comigo

Eu te prometo o sol,
se hoje o sol sair

Ou a chuva,
se a chuva cair

Se você vier...
até onde a gente chegar

Numa praça na beira do mar
Um pedaço de qualquer lugar
Neste dia branco,
se branco ele for
Esse canto, esse tão grande amor
Se você quiser e vier,
pro que der e vier,
comigo


Coisas que eu odeio IV

Chorar...
Destrói toda uma imagem que eu levei anos construindo...

Coisas que eu amo III

Quando cai uma pancada de chuva.
Além do cheiro de terra molhada que sobe no ar, ainda dá vontade de ir para fora de casa, deixar a chuva lavar o stress. Quer saber, eu vou lá fora....

Simpes assim...

... eu estou com raiva.
Se chegar perto, eu mordo!

Editando o post: Deuses, dêem-me MUITA paciência. Somente paciência. Porque se derem-me força, eu parto prá cima do primeiro que chegar perto. Culpado ou inocente...

Coisas que eu amo II

Quando chega e-mail....

Ele é perfeito...


Daniel Hadcliffe é o homem ideal. Britânico, vai entender as minhas referências envolvendo o universo Harry Potter, tem coragem de romper com a inércia de ser o herói bonzinho para encarar logo Ecqus... e além disso fuma. Dá-lhe Dan...
Origem da foto: www.uol.com.br

Coisas que eu odeio III

Quando tem mensagem do Help Esquece dizendo que meu e-mail pode não receber mensagens de fora... Diz que eu posso mandar um Avada Kedavra? (quer saber o que é isso? Sorry, só para iniciados em Harry Potter...)

Coisas que eu odeio II

Quando o carro quebra...
Putz, oficina é brarghhhhhhhhhhhh. E nem vem me dizer que poderia ser uma batida ou algo pior. Quando o carro quebra, eu fico irracional. De que me adiantou me livrar do Escort branco, se o Renault me deixa na mão também?

Felicidade


Basta estar feliz. O Ministério da Saúde adverte: criança pensando em fazer arte cria borboletas vivas no estômago. (não, eu não vou explicar isso)
Crédito da Foto: Édson Chagas/A Gazeta

quinta-feira, 22 de fevereiro de 2007

Coisas que eu amo I

Alcione!!!!
Apesar de ser mangueirense e da rivalidade eterna entre as escolas, ela saiu em defesa da Portela e afirmou com todas as letras que a minha escola querida foi prejudicada pelos jurados este ano. Dá-lhe Marrom!!!!!!!!!

Dez, nota dez


Para a caracterização de Alec Hopkins como o jovem Snape na cena da penseira. Em compensação, não se pode dizer o mesmo dos Marauders... O jovem Thiago (ou James) Potter, por exemplo, está igualzinho ao Daniel Radcliffe... pelo menos no branco dos olhos (e como diz a Clau Rabelo, no céu da boca também), kkkkkkkkkkkkkkkkk.
Crédito da foto: site Harry Latino

Coisas que eu odeio I

O jurado sem mãe que deu 9.1 para a Portela em harmonia. O que será que esse FDP tem na cabeça?????

De folga

... mas com síndrome de Willy Wonka:
"Tanto a fazer e tão pouco tempo"...
Será que dia 5 de março vai demorar muito ainda para chegar??????

quarta-feira, 21 de fevereiro de 2007

Nada como pesquisar e-mails antigos

Caramba... eu AMO Vinícius de Moraes

Ausência

Eu deixarei que morra em mim o desejo de amar seus olhos que são doces...
Porque nada te poderei dar senão a mágoa de me veres exausto...
No entanto a tua presença é qualquer coisa, como a luz e a vida...
E eu sinto que em meu gesto existe o teu gesto...
E em minha voz, a tua voz...
Não te quero ter, pois em meu ser tudo estaria terminado...
Quero só que surjas em mim como a fé nos desesperados...
Para que eu possa levar uma gota de orvalho nesta terra amaldiçoada...
Que ficou em minha carne como uma nódoa do passado...
Eu deixarei...Tu irás e encostarás tua face em outra face...
Teus dedos enlaçarão outros dedos e tu desabrocharás para a madrugada...
Mas tu não saberás que quem te colheu fui eu...
porque eu fui o grande íntimo da noite...
Porque eu encostei minha face na face da noite e ouvi a tua fala amorosa...
Porque os meus dedos enlaçaram os dedos da névoa suspensos no espaço
E eu trouxe até mim a misteriosa essência do teu abandono desordenado.
E eu ficarei só como os veleiros nos portos silenciosos
Mas eu te possuirei mais que ninguém, porque poderei partir.
E todas as lamentações do mar, do vento, do céu, das aves, das estrelas,
serão a tua voz presente, tua voz ausente, a tua voz serenizada.

Vinícius de Morais

Mas é certo que o Sol


vai voltar amanhã

terça-feira, 20 de fevereiro de 2007

Esse eu recebi da Ana (maravilhosa, poderosa, salve salve) Paula

Senhora das tempestades e dos mistérios originais
quando tu chegas a terra treme do lado esquerdo
trazes o terremoto a assombração as conjunções fatais
e as vozes negras da noite Senhora do meu espanto e do meu medo.

Senhora das marés vivas e das praias batidas pelo vento
há uma lua do avesso quando chegas
crepúsculos carregados de presságios e o lamento
dos que morrem nos naufrágios Senhora das vozes negras.

Senhora do vento norte com teu manto de sal e espuma
nasce uma estrela cadente de chegares
e há um poema escrito em páginas nenhuma
quando caminhas sobre as águas Senhora dos sete mares.

Conjugação de fogo e luz e no entanto eclipse
trazes a linha magnética da minha vida Senhora da minha morte
teu nome escreve-se na areia e é uma palavra que só Deus disse
quando tu chegas começa a música Senhora do vento norte.

Escreverei para ti o poema mais triste
Senhora dos cabelos de alga onde se escondem as divindades
quando me tocas há um país que não existe
e um anjo poisa-me nos ombros Senhora das Tempestades.

Senhora do sol do sul com que me cegas
a terra toda treme nos meus músculos
consonância dissonância Senhora das vozes negras
coroada de todos os crepúsculos.

Senhora da vida que passa e do sentido trágico
do rio das vogais Senhora da litúrgica
sibilação das consoantes com seu absurdo mágico
de que não fica senão a breve música.

Senhora do poema e da oculta fórmula da escrita
alquimia de sons Senhora do vento norte
que trazes a palavra nunca dita
Senhora da minha vida Senhora da minha morte.

Senhora dos pés de cabra e dos parágrafos proibidos
que te disfarças de metáfora e de soprar marítimo
Senhora que me dóis em todos os sentidos
como um ritmo só ritmo como um ritmo.

Batem as sílabas da noite na oclusão das coronárias
Senhora da circulação que mata e ressuscita
trazes o mar a chuva as procelárias
batem as sílabas da noite e és tu a voz que dita.

Batem os sons os signos os sinais
trazes a festa e a despedida Senhora dos instantes
fica o sentido trágico do rio das vogais
o mágico passar das consoantes.

Senhora nua deitada sobre o branco
com tua rosa dos ventos e teu cruzeiro do sul
nascem faunos com tridentes no teu flanco
Senhora de branco deitada no azul.

Senhora das águas transbordantes no cais de súbito vazio
Senhora dos navegantes com teu astrolábio e tua errância
teu rosto de sereia à proa de um navio
tudo em ti é partida tudo em ti é distância.

Senhora da hora solitária do entardecer
ninguém sabe se chegas como graça ou como estigma
onde tu moras começa o acontecer
tudo em ti é surpresa Senhora do grande enigma.

Tudo em ti é perder Senhora quantas vezes
Setembro te levou para as metrópoles excessivas
batem as sílabas do tempo no rolar dos meses
tudo em ti é retorno Senhora das marés vivas.

Senhora do vento com teu cavalo cor de acaso
tua ternura e teu chicote sobre a tristeza e a agonia
galopas no meu sangue com teu catéter chamado Pégaso
e vais de vaso em vaso Senhora da arritmia.

Tudo em ti é magia e tensão extrema
Senhora dos teoremas e dos relâmpagos marinhos
batem as sílabas da noite no coração do poema
Senhora das tempestades e dos líquidos caminhos.

Tudo em ti é milagre Senhora da energia
quando tu chegas a terra treme e dançam as divindades
batem as sílabas da noite e tudo é uma alquimia
ao som do nome que só Deus sabe Senhora das tempestades.

Copiado do LJ da Lud e da Ptyx


My Peculiar Aristocratic Title is:

Countess Sandy the Implacable of Much Madness upon Avon
Get your Peculiar Aristocratic Title
Como o infeliz do título não quer ficar de cor nenhuma quee não seja preto, apenas marque para descobrir, hehehehehehehehe

Resultado de uma noite insone

Sou das noites o mistério irrevelado
A que se esconde nas brumas
Que se revela ao luar.
Sou das trevas o seu maior medo
Da escuridão, a fonte da sua metade luz
Da luminosidade, a sua porção de sombras.
Sou seu deserto e seu oásis
Sua floresta e sua clareira
Seu temor e sua fortaleza.
Sou da busca o seu final
E do final o recomeço
Para que mais uma vez a mim voltes.
Sou da sua sacralidade o profano
Do profano o mais puro
Da pureza o seu cotidiano.
Sou da natureza sua parte encarnada
Sou mulher, e por ser assim
Sou Deusa!

Escrito em 18/02/2007

E então renascerão...


E se encontrarão
e se reconhecerão
e se amarão novamente.
Meus irmãos,
eu AMO vocês

E começou

Depois de muito relutar, resolvi me render a essa coisinha de fazer doidos chamada blog. Quem me conhece sabe muito bem que eu não pretendo atualizar isso todos os dias. E que vai haver dias que eu vou postar tantas mensagens quanto eu puder. É claro que - como boa escorpiana - isso aqui jamais será um diário cheio de revelações fantásticas sobre qualquer coisa. Mas sim um bom espaço "onde eu possa guardar meus amigos, meus discos e livros", e algo mais. E, antes que eu me esqueça, o nome do blog foi retirado de um filme sobre dois leões africanos (que eu nunca vi inteiro), que eu achei bastante interessante. Um dia o blog terá luz, outro sombra, outro escuridão.Como a canção, sou mulher de fases... (e faces).
Bjs