Eu sei que a morte nada mais é do que o contraponto da vida, seu oposto complementar. Que para haver vida, é preciso que haja a motre. Mas putaqueopariu, precisa ser um processo que dói tanto?
Sexta-feira perdi minha avó. E com ela as minhas referências. Éramos tão parecidas que uma amiga da época da faculdade me disse que achava que eu era adotada, até conhecer a dona Penha, rs.
Eu sei que a minha velhinha estava sofrendo, com as complicações da diabetes, que para ela a morte foi o que o que os cristão chamam de descanso. Mas porra, eu sou egoísta sim, reconheço, e me sinto sem chão desde que o maldito telefone tocou e a minha tia disse que ela tinha acabado de morrer.
Assim, só me resta pedir a Anúbis que a conduza sã e salva até a porta do tribunal de Osiris, na certeza de que seu coração se igualará à pena de Maat. E que justificada e tornada um nefer, ela possa curtir a eternidade na barca solar.
Vó Penha, eu te amo nessa vida e em quantas mais eu tiver!!!!!!!!!!
segunda-feira, 22 de outubro de 2007
domingo, 7 de outubro de 2007
Mais music and me
Existem flmes que se não tivessem existido, precisariam ser rodados. Moulin Rouge é um deles. E, dentro do filme, a cena de Satine cantando One Day I'll Fly Away é a mais bela do filme. Hoje, essa canção é minha
I follow the night
Eu sigo a noite
Can't stand the light
Não posso suportar a luz
When will I begin to live again
Quando eu começarei a viver de novo?
One day I'll fly away
Um dia voarei pra longe
Leave all this to yesterday
Deixarei tudo isso para ontem
What more could your love do for me
O que mais seu amor poderia fazer por mim?
When will love be through with me
Quando o amor será generoso comigo?
Why live life from dream to dream
Porque viver a vida de sonhos
And dread the day when dreaming ends
E temer o dia quando o sonho acaba?
One day I'll fly away
Um dia voarei pra longe
Leave all this to yesterday
Deixarei tudo isso para ontem
Why live life from dream to dream
Porque viver a vida de sonhos em sonhos
And dread the day when dreaming ends
E temer o dia quando o sonho acaba?
One day I'll fly away
Um dia voarei pra longe
Fly fly away...
Voarei, voarei pra longe...
Sim, um dia eu voarei para longe. E que este dia não demore muito a chegar.
Essa não é a exata cena do filme, mas a montagem ficou ótima:
http://www.youtube.com/watch?v=YsdqqqMKkT4&mode=related&search=
I follow the night
Eu sigo a noite
Can't stand the light
Não posso suportar a luz
When will I begin to live again
Quando eu começarei a viver de novo?
One day I'll fly away
Um dia voarei pra longe
Leave all this to yesterday
Deixarei tudo isso para ontem
What more could your love do for me
O que mais seu amor poderia fazer por mim?
When will love be through with me
Quando o amor será generoso comigo?
Why live life from dream to dream
Porque viver a vida de sonhos
And dread the day when dreaming ends
E temer o dia quando o sonho acaba?
One day I'll fly away
Um dia voarei pra longe
Leave all this to yesterday
Deixarei tudo isso para ontem
Why live life from dream to dream
Porque viver a vida de sonhos em sonhos
And dread the day when dreaming ends
E temer o dia quando o sonho acaba?
One day I'll fly away
Um dia voarei pra longe
Fly fly away...
Voarei, voarei pra longe...
Sim, um dia eu voarei para longe. E que este dia não demore muito a chegar.
Essa não é a exata cena do filme, mas a montagem ficou ótima:
http://www.youtube.com/watch?v=YsdqqqMKkT4&mode=related&search=
Music and me
Foi escrito há trocentos anos... incrível como está atual
Acredito que uma das funções da música é permitir que cantemos algo que gostaríamos de falar, mas não conseguimos encontrar as palavras exatas e o momento certo, ou simplesmente por não termos coragem. Nem sempre será a música inteira. às vezes basta um trecho da canção para personificar aquilo que sentimos. Hoje, tavez essa fosse a trilha sonora da minha vida.
Com certeza ela começaria por Renato Russo:
"Sempre precisei de um pouco de atenção
Acho que não sei quem sou
Só sei do que não gosto
E destes dias tão estranhos
Fica poeira se escondendo pelos cantos"
Talvez seguisse por Gonzaguinha:
"Quando eu soltar a minha voz
por favor entenda
que palavra por palavra
eis aqui uma pessoa
se entregando...
coração na boca
peito aberto
vou sangrando
São as lutas dessa nossa vida
que eu estou cantando".
Mas eu jamais deixaria os Beatles de fora...
"Many times I've been alone
and many times I've cried
Anyway, You'll never know
the many wais I've tried
But still they lead me back
To the long and winding road"
E certamente terminaria com Kiko Zambianchi
"Se um dia eu pudesse ver
Meu passado inteiro
E fizesse parar de chover
Nos primeiros erros
O meu corpo viraria sol
Minha mente viraria
Mas, só chove e chove"
Chove e chove.....
Acredito que uma das funções da música é permitir que cantemos algo que gostaríamos de falar, mas não conseguimos encontrar as palavras exatas e o momento certo, ou simplesmente por não termos coragem. Nem sempre será a música inteira. às vezes basta um trecho da canção para personificar aquilo que sentimos. Hoje, tavez essa fosse a trilha sonora da minha vida.
Com certeza ela começaria por Renato Russo:
"Sempre precisei de um pouco de atenção
Acho que não sei quem sou
Só sei do que não gosto
E destes dias tão estranhos
Fica poeira se escondendo pelos cantos"
Talvez seguisse por Gonzaguinha:
"Quando eu soltar a minha voz
por favor entenda
que palavra por palavra
eis aqui uma pessoa
se entregando...
coração na boca
peito aberto
vou sangrando
São as lutas dessa nossa vida
que eu estou cantando".
Mas eu jamais deixaria os Beatles de fora...
"Many times I've been alone
and many times I've cried
Anyway, You'll never know
the many wais I've tried
But still they lead me back
To the long and winding road"
E certamente terminaria com Kiko Zambianchi
"Se um dia eu pudesse ver
Meu passado inteiro
E fizesse parar de chover
Nos primeiros erros
O meu corpo viraria sol
Minha mente viraria
Mas, só chove e chove"
Chove e chove.....
Da série "eu queria ter escrito isso"
Sorri quando a dor te torturar
e a saudade atormentar
Os teus dias tristonhos, vazios
Sorri quanto tudo terminar
quando nada mais restar
Do teu sonho encantador
sorri... amor
Quando o sol perder a luz
e sentires uma cruz
Nos teus ombros
cansados, doridos
Sorri vai mentindo a tua dor
e ao notar que tu sorris
Todo mundo irá supor que és feliz
Sorri vai mentindo a tua dor
E ao notar que tu sorris
todo mundo irá supor
Que és feliz
e a saudade atormentar
Os teus dias tristonhos, vazios
Sorri quanto tudo terminar
quando nada mais restar
Do teu sonho encantador
sorri... amor
Quando o sol perder a luz
e sentires uma cruz
Nos teus ombros
cansados, doridos
Sorri vai mentindo a tua dor
e ao notar que tu sorris
Todo mundo irá supor que és feliz
Sorri vai mentindo a tua dor
E ao notar que tu sorris
todo mundo irá supor
Que és feliz
Velocidade
"Onde a máquina me leva não há nada. Horizonte e fonteiras são iguais". Curioso esses versos não sairem da minha mente desde cedo. Será que realmente não há nada, não há sonho, não há onde ir? Eu me recuso a crer que não haja um lugar onde eu me encontre, mas a cada dia que passo em meio à rotina sufocante, sinto que a esperança morre um pouco mais.
Cada minuto que passa, aumenta a minha vontade de pegar a estrada, acelerar a 120, 130, 150km por hora, ver as luzes passando velozes por mim à medida que me distancio da mediocridade dos dias que se sucedem sem motivo, sem objetivos, sem mudanças.
Mudança... eis a palavra-chave que me move, que brilha a frente de meus olhos, eis o que almejo. Mudar!!!! Mudar de casa, de trabalho, de lugar, de mim...
Mudar... descobrir o que quero, o que me move, os porquês que me levaram ao que sou (ou deixo de ser) hoje. Descobrir, quem sabe, a minha vontade. E finalmente deixar de ser.
Cada minuto que passa, aumenta a minha vontade de pegar a estrada, acelerar a 120, 130, 150km por hora, ver as luzes passando velozes por mim à medida que me distancio da mediocridade dos dias que se sucedem sem motivo, sem objetivos, sem mudanças.
Mudança... eis a palavra-chave que me move, que brilha a frente de meus olhos, eis o que almejo. Mudar!!!! Mudar de casa, de trabalho, de lugar, de mim...
Mudar... descobrir o que quero, o que me move, os porquês que me levaram ao que sou (ou deixo de ser) hoje. Descobrir, quem sabe, a minha vontade. E finalmente deixar de ser.
Réquiem
Meu desejo é chegar ao Hades.
Entregarei a Caronte o óbulo de minha passagem e poderei enfim ver frente à frente a face doce de Perséfone, que me sorri e diz-me que sou bem-vinda. Anseio pelas águas do Letes, que sorvidas com sofreguidão, dar-me-ão o doce esquecimento.
Desejo a paz dos Campos Elísios, onde tudo e nada não se diferem, onde sentir e não sentir são apenas duas faces da mesma moeda, onde presente, passado e futuro se misturam em caleidoscópio que não permite diferenciar o que foi e o que poderia ter sido.
Anseio por Anúbis, que delicadamente ensinar-me-á o caminho. Trarei em minha língua os nomes sagrados que me permitirão chegar ao meu julgamento e recitarei a Maat as 42 confissões negativas que me justificarão junto a Osiris.
Direi que meu coração agora sim é leve e que deixei atribulações onde elas devem ficar: em um outro mundo.
Sentar-me-ei entre as estrelas do corpo de Nuit e deixar-me-ei ficar em meio às bem-aventuranças, esquecida da dor e da ânsia, das palavras e do silêncio, da presença e, ainda, da ausência.
E, enfim, deixarei que de mim digam: finalmente descansa em paz.
Entregarei a Caronte o óbulo de minha passagem e poderei enfim ver frente à frente a face doce de Perséfone, que me sorri e diz-me que sou bem-vinda. Anseio pelas águas do Letes, que sorvidas com sofreguidão, dar-me-ão o doce esquecimento.
Desejo a paz dos Campos Elísios, onde tudo e nada não se diferem, onde sentir e não sentir são apenas duas faces da mesma moeda, onde presente, passado e futuro se misturam em caleidoscópio que não permite diferenciar o que foi e o que poderia ter sido.
Anseio por Anúbis, que delicadamente ensinar-me-á o caminho. Trarei em minha língua os nomes sagrados que me permitirão chegar ao meu julgamento e recitarei a Maat as 42 confissões negativas que me justificarão junto a Osiris.
Direi que meu coração agora sim é leve e que deixei atribulações onde elas devem ficar: em um outro mundo.
Sentar-me-ei entre as estrelas do corpo de Nuit e deixar-me-ei ficar em meio às bem-aventuranças, esquecida da dor e da ânsia, das palavras e do silêncio, da presença e, ainda, da ausência.
E, enfim, deixarei que de mim digam: finalmente descansa em paz.
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