Celebrar um ritual em grupo tem uma força indescritível.
Doar a própria energia ao círculo e, em troca, receber as energias dos demais é uma sensação que sempre me emociona e que ontem me levou às lágrimas mais uma vez.
Não há tempo, urgência, dor no joelho, sensações incômodas ou outros males, que consigam resistir à criação de um círculo mágico e à energia de celebrar com os deuses o giro de mais uma trava da Roda do Ano.
Feliz Mabon!!!!
Que a colheita seja farta e abençoada, que os frutos sejam fortes e doces. E que se forem amargos, que possamos aprender com esse amargor.
E que Eles nos acompanhem e ensinem em mais esse percurso do caminho que nos leva ao conhecimento e à completude.
segunda-feira, 26 de março de 2007
Felicidade
Como dizia meu professor Francisco Grijó:
"Não é preciso ter motivos palpáveis para estar feliz. Basta estar feliz".
"Não é preciso ter motivos palpáveis para estar feliz. Basta estar feliz".
quinta-feira, 15 de março de 2007
Constatação II
A publicidade, definitivamente, nos mostra verdades importantes.
Essa é uma delas:
"Certas coisas não têm preço"
Essa é uma delas:
"Certas coisas não têm preço"
quinta-feira, 8 de março de 2007
Corrigindo Saint Exuperry
Na verdade, a Raposa errou feio.
O correto seria dizer:
- Tu te tornas responsável por todas as vezes que se deixa cativar.
Ser cativado, no fundo, é igual a teoria da comunicação: "uma mensagem que depende da interação entre emissor e receptor. O entedimento depende de que ambos falem o mesmo idioma".
E isso é algo que não pode ser esquecido...
O correto seria dizer:
- Tu te tornas responsável por todas as vezes que se deixa cativar.
Ser cativado, no fundo, é igual a teoria da comunicação: "uma mensagem que depende da interação entre emissor e receptor. O entedimento depende de que ambos falem o mesmo idioma".
E isso é algo que não pode ser esquecido...
segunda-feira, 5 de março de 2007
Colheita
Hoje eu andei refletindo: Mabon está se aproximando. É a época da última colheita, quando a terra dá-nos seus últimos frutos antes de se recolher ao inverno. Frutos de tudo aquilo que plantamos. Nem mais e nem menos. Não há colheita sem semente... Nem há broto diverso daquele que plantamos. A agricultura é sábia: quem planta sorgo não há de colher milho.
E eu parei para pensar no tipo de semente que eu andei plantando nos últimos tempos, nas útimas rodas. Reconheci que o tempo dos deuses não é o mesmo tempo em que eu vivo. Não posso querer que o desenvolvimento dessas sementes seja tão rápido quando eu desejaria. Planta acelerada não tem fruto com um sabor agradável. Elas até brotam, mas são plantas fracas, não sobrevivem, não saciam.
Ao pensar na questão do tempo, passei a refletir sobre outra questão... quando é que colhemos nossos frutos. Porque, por mais que pensemos em ciclos de um ano, por mais que os sabás girem em torno de uma roda conhecida como Roda do Ano, quem nos garante que a colheita de hoje é um reflexo do que plantamos há 365 dias?
Existem sementes que demoram a brotar. Eu mesma tenho uma jabuticabeira no meu quintal que levou dez anos até dar a primeira florada. Somente com muita paciência, e às vezes esquecendo da semeadura, é que encontramos de repente o seu resultado. Muitas vezes quando nem ao menos pensamos que ele um dia vai chegar.
Acho que são esses os frutos mais doces... aqueles que botam quando achamos que a semente sequer germinou. São árvores perenes, com raízes profundas e fortes, capazes de suportar as intempéries: a seca, o vento, a chuva em excesso, o solo não propício. São árvores que nos mostram que vale a pena plantar...
Mabon está chegando... que eu saiba reconhecer o bom fruto. E dele recolher a melhor semente, para replantá-la na minha seara. Que eu possa identificar a planta boa, que eu possa adubá-la e dela cuidar, para que ela cresca forte e frutifique cada vez mais. E que os Deuses, em sua infinita sabedoria, protejam esse plantio.
E eu parei para pensar no tipo de semente que eu andei plantando nos últimos tempos, nas útimas rodas. Reconheci que o tempo dos deuses não é o mesmo tempo em que eu vivo. Não posso querer que o desenvolvimento dessas sementes seja tão rápido quando eu desejaria. Planta acelerada não tem fruto com um sabor agradável. Elas até brotam, mas são plantas fracas, não sobrevivem, não saciam.
Ao pensar na questão do tempo, passei a refletir sobre outra questão... quando é que colhemos nossos frutos. Porque, por mais que pensemos em ciclos de um ano, por mais que os sabás girem em torno de uma roda conhecida como Roda do Ano, quem nos garante que a colheita de hoje é um reflexo do que plantamos há 365 dias?
Existem sementes que demoram a brotar. Eu mesma tenho uma jabuticabeira no meu quintal que levou dez anos até dar a primeira florada. Somente com muita paciência, e às vezes esquecendo da semeadura, é que encontramos de repente o seu resultado. Muitas vezes quando nem ao menos pensamos que ele um dia vai chegar.
Acho que são esses os frutos mais doces... aqueles que botam quando achamos que a semente sequer germinou. São árvores perenes, com raízes profundas e fortes, capazes de suportar as intempéries: a seca, o vento, a chuva em excesso, o solo não propício. São árvores que nos mostram que vale a pena plantar...
Mabon está chegando... que eu saiba reconhecer o bom fruto. E dele recolher a melhor semente, para replantá-la na minha seara. Que eu possa identificar a planta boa, que eu possa adubá-la e dela cuidar, para que ela cresca forte e frutifique cada vez mais. E que os Deuses, em sua infinita sabedoria, protejam esse plantio.
Vai fazer falta não?
Hoje cumpri o ritual de todos os anos: mandei minha declaração de Imposto de Renda para a Receita Federal. Que me informa que a minha restituição será de X reais e UM centavo...
Vem cá, esse um centavo não vai fazer falta não?
Tem certeza?
Vem cá, esse um centavo não vai fazer falta não?
Tem certeza?
sábado, 3 de março de 2007
Mesmo assim
Ainda que o desejo
por aventuras me chamasse
que buscasse sonhos sempre inatingíveis
que me perdesse
entre civilizações antigas
ou na descoberta de novas cidades
Ainda que me cegasse
o desafio de atravessar os mares
ou de vencer os limites dos ares
Ainda que precisasse
enfrentar as mais altas montanhas
ou atravessar o mais misterioso dos vales
Ainda que fosse necessário
padecer pelo calor do deserto
ou tremer pela mais fria das geleiras
Ainda que vivesse na glória da conquista
ou morresse no calor da derrota
Bastava um chamado seu
um sussurro da sua voz
para me trazer de volta à vida
e me fazer voltar correndo
para a felicidade
para o aconchego
para o carinho
que eu só sinto
quando estou nos braços seus...
Esse poema foi escrito em 19/dez/2001. Eu sei porque o original está datado, como tudo o que eu escrevo. Engraçado isso, pois somente agora tudo o que ele diz se tornou verdadeiramente real.
por aventuras me chamasse
que buscasse sonhos sempre inatingíveis
que me perdesse
entre civilizações antigas
ou na descoberta de novas cidades
Ainda que me cegasse
o desafio de atravessar os mares
ou de vencer os limites dos ares
Ainda que precisasse
enfrentar as mais altas montanhas
ou atravessar o mais misterioso dos vales
Ainda que fosse necessário
padecer pelo calor do deserto
ou tremer pela mais fria das geleiras
Ainda que vivesse na glória da conquista
ou morresse no calor da derrota
Bastava um chamado seu
um sussurro da sua voz
para me trazer de volta à vida
e me fazer voltar correndo
para a felicidade
para o aconchego
para o carinho
que eu só sinto
quando estou nos braços seus...
Esse poema foi escrito em 19/dez/2001. Eu sei porque o original está datado, como tudo o que eu escrevo. Engraçado isso, pois somente agora tudo o que ele diz se tornou verdadeiramente real.
Eclipse
Meu agradecimento eterno
a Alexander Graham Bell.
O cara que inventou o telefone merece ser adorado por legiões de pessoas com saudades parcialmente matadas.
O cara que inventou o telefone merece ser adorado por legiões de pessoas com saudades parcialmente matadas.
Pablo Neruda
Soneto XXIII
"Saberás que te amo e que não te amo,
Posto que de dois modos é a vida.
A palavra é uma asa do silêncio,
O fogo tem uma metade de frio.
Eu te amo para começar a amar-te,
Para recomeçar o infinito
E para não deixar de amar-te nunca:
Por isso não te amo todavia.
Te amo e não te amo como se tivesse
Em minhas mãos as chaves da fortuna
E um incerto destino desditoso.
Meu amor tem duas vidas
Para amar-te
Por isso, te amo quando não te amo
E te amo quando te amo."
"Saberás que te amo e que não te amo,
Posto que de dois modos é a vida.
A palavra é uma asa do silêncio,
O fogo tem uma metade de frio.
Eu te amo para começar a amar-te,
Para recomeçar o infinito
E para não deixar de amar-te nunca:
Por isso não te amo todavia.
Te amo e não te amo como se tivesse
Em minhas mãos as chaves da fortuna
E um incerto destino desditoso.
Meu amor tem duas vidas
Para amar-te
Por isso, te amo quando não te amo
E te amo quando te amo."
Constatação
"Às vezes um olhar é tão profundo, que por si só diz mais do que todas as palavras serão capazes de um dia expressar"
Profissão repórter
De tirar o fôlego I
De tirar o fôlego

Não há mau-humor, sono ou cansaço que possam resistir a uma imagem do sol nascendo sobre o mar em um novo dia. Eu não sei como consegui fazer uma foto tão bonita, sentindo tanto sono, mas o quadro era tão impressionante, que mesmo de olhos fechados eu faria uma boa imagem, rs. Nascer do sol em Manguinhos, Serra, captado durante a ida para Ponto Belo, na última quarta-feira. E, só para contrariar meu momento Cartier Bressant, assim que eu fiz essa foto, caiu um temporal, rs.
Enfim, férias
Chegou o dia mais esperado do ano, depois do 7 de novembro.
Trinta belos dias para fazer o que der vontade, na hora em que der vontade.
Trinta belos dias para fazer o que der vontade, na hora em que der vontade.
sexta-feira, 2 de março de 2007
Viagem
Atire a primeira pauta o repórter que nunca pensou: até onde o jornalismo vai me levar? Pois é, na quarta-feira ele me levou a Ponto Belo. Um município no Noroeste do Espírito Santo, a exatos quase 349 km de distância de Vitória (ou cinco horas de carro, o que for mais fácil imaginar), a um passo da divisa com a Bahia. O local é uma típica cidade do interior, com sua beleza simples e receptividade à moda antiga. Mas mesmo assim a sua população sofre com a sensação de insegurança. E aí eu penso: será que nunca mais iremos perder o medo da violência?
Coisas das quais eu sinto falta I
Motor Zetec Rocan 1.8
O bichinho era malcriado... bastava eu pisar que ele respondia. Tudo bem, eu estava de saco cheio do Escort branco, e troquei de carro feliz da vida, mas eu sinto falta daquele motorzão.
Ah!!!!! Quer saber qual é a coisa de que eu sinto falta marco zero? Ahhhh, não conto, não conto, não conto!!!!!!!!! (modo bruxa má on)
O bichinho era malcriado... bastava eu pisar que ele respondia. Tudo bem, eu estava de saco cheio do Escort branco, e troquei de carro feliz da vida, mas eu sinto falta daquele motorzão.
Ah!!!!! Quer saber qual é a coisa de que eu sinto falta marco zero? Ahhhh, não conto, não conto, não conto!!!!!!!!! (modo bruxa má on)
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